Vivo numa cidade de porte médio, em algum lugar do Brasil. Me reservo o direito de manter o anonimato. O trânsito é caótico, as pessoas são mal-educadas. Ninguém aqui é solidário. Todo mundo quer comer um pedacinho do seu fígado diariamente. No momento, estou flutuando entre o subemprego e o desemprego. Há três meses eu tinha dois, que pagavam mal e que exigiam mais do que eu podia dar. Resolvi dar um tempo. Minha profissão é uma m… Tenho diploma, pós-graduação, prêmios. Nada disso adiantou. Há pelo menos seis anos vivo um misto de desespero, angústia e alterações de humor constantes. Minha mãe é que nem eu. Acho que, de tanto vê-la transtornar-se em questão de segundos, acabei ficando igual. Todo mundo diz que temos gênios parecidíssimos. Também acho que temos loucuras e neuroses iguais.
Só por hj eu não tenho vergonha de me apresentar: eu sou o Arnaldo.
Só por hj eu não tenho vergonha de me qualificar: sou um neurótico em recuperação.
Não foi fácil quebrar o meu anonimato dessa forma pois, eu sou orgulhoso ao extremo, vaidoso ao extremo, porém covarde ao extremo para dizer que devido a minha inconstância emocional causo danos à mim e sobretudo aos outros, e ainda quero justificar que se não fossem los outros eu não seria assim. Tremenda falta de responsabilidade pelos meus atos. Característica de pessoa mau-caráter.
A minha vontade nunca prestou, pois, descobri que o neurótico como eu, é uma pessoa egocentrica, causa remota da minha doença que alimenta o meu egoísmo, causa presente da minha doença, e que aflora todos os outros defeitos de caráter que possuo.
Para me recuperar tenho que admitir diariamente esses defeitos primeiramente a mim, a um Deus de minha escolha e aoutro ser humano. Só assim me sentirei aliviado e verdadeiramente merecedor de fazer parte da raça humana.
O mundo irá continuar cheio de problemas, mas, eu saberei lidar com tudo isso me convencendo que não posso mudar uma vírgula da vida, mas vou poder mudar a mim para aceit´-lo do geito q ele é com menos um problema q sou eu. Em N/A isso é possível vivendo o só por hoje.
Preciso quebrar esse triângulo auto-obssessivp (passado = ressentimento, presente = raiva e futuro = medo) pois, estou sempre de mau humor querendo corrigir o passado projetando o futuro esquecendo que a vida acontece agora.